sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da consciência- somos todos irmãos


Zumbi dos Palmares

e o Dia Nacional da Consciência Negra


Em 1655, um recém-nascido foi um dos poucos sobreviventes de um ataque a um vilarejo no Quilombo dos Palmares. O bebê foi levado e dado a um padre, Antônio Melo. Padre Antônio batizou a criança como Francisco. Francisco aprendeu português, latim e religião.
Numa noite de 1670, aos 15 anos, Francisco fugiu para o quilombo modificando o seu nome para Zumbi, que no dialeto quer dizer "Senhor da Guerra". Passado algum tempo, Zumbi foi eleito chefe de uma aldeia e, com muita raça e pulso firme, logo se tornou comandante geral do exército de Palmares.
Transformou Macaco, sede de Palmares, numa grande fortaleza. Por dezesseis anos venceu os ataques à sua terra. Nas senzalas, acreditava-se que Zumbi era imortal. Porém a batalha final estava próxima e em 20 de novembro de 1695, um ano depois da derrota de Palmares, Zumbi morreu em uma emboscada. Traído por um amigo, teve a sua cabeça degolada e exposta na praça pública de Recife, para mostrar aos negros que não era imortal, e aos brancos, o quanto este lhe eram superiores. Zumbi morreu, mas seus ideais perduram no coração da raça negra.
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como tambpem sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.

Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Muitos de nós têm uma pergunta parada na garganta que não quer calar:
Será que esse tipo de comemoração nos nos afasta cada vez mais uns dos outros?
Não cria uma sensação de superioridade de uma raça sobre a outra?
Já sofremos tanto com o período vergonhoso da escravidão no País, e agora o Governo quer reparar o passado, oferecendo uma política vergonhosa , que facilita a entrada dos negros na faculdade, ou UM dia de "consciência" , sem que ofereça aquilo que lhe é de direito?  
Não seria melhor trabalhar a educação e todos os direitos de forma igual e justa?
Vivemos em uma era onde as famílias estão cada vez mais multiraciais, rompendo com a idéia de uma formação familiar tradicional, onde os valores culturais são agregados e produzem o nascimento de uma Sociedade mais justa e fraterna, nos aproximando nos quatro cantos do Mundo pelo coração.
Lembrando mais uma vez de Jesus, que rompendo com essas diferenças, há mais de 2000 anos,  disse que somos irmaõs, filhos do mesmo Pai , independente de cor,raça,religião, somos espíritos e neles não há diferenças, a não ser a grande capacidade de Amar uns aos outros...



   




2 comentários:

Vital Cruvinel disse...

Oi, Magali!

Desculpe ter que discordar de um ponto levantado por você... não acho que as cotas para negros nas universidades seja uma "política vergonhosa"... acho que se trata de uma forma eficiente para acelerarmos o processo de inclusão social de um povo que ainda sofre muito discriminação e preconceito.

Abraços!

Magali disse...

Disse que era vergonhosa, pois é paliativa, não trabalha a causa, só o efeito.
Deve-se trabalhar a educação para todos!
Tem muitos "brancos","amarelos","vermelhos" que também não tem espaço nenhum nas Universidades.
Igualdade e justiça social deveriam ser o lema nesse País onde a diversidade é a característica principal do nosso Povo.
Se temos compromisso, tenha a certeza que não é somente com os negros...
Abraços