quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mais um Ano para recomeçar






Estamos mais perto de 2010.
O que isso representa na vida de cada um?
Esquecimento do passado ou uma oportunidade de recomeçar?

Acredito que para a maioria das pessoas o que bate mesmo, é a esperança no coração, essa contínua caminhada rumo à Felicidade.Levantar a poeira e dar a volta por cima...

Recomeçar sem olhar para o que ficou, erguer a cabeça e acreditar que você pode fazer melhor!
Esse é o espírito do "Ano Novo".Na verdade de novo só tem a mudança do número, tudo está do mesmo jeito, não tem nada de especial, você é que põe um olhar diferente nesse dia...

Para muitos é um dia de tristeza, lembrar do que se perdeu e que não estará presente no Ano Novo que se inicia.Dos sonhos não realizados, dos amores passados, das ilusões e decepções vividas..

Outros têm muito o que comemorar...

Transformações significativas,sucesso profissional ou pessoal, realizações materiais ou espirituais, sonhos concretizados, novas amizades, um novo amor, família, filhos,saúde e Paz.

Não importa como você chegou até aqui, o importante é saber que você pode recomeçar!
Quando o Ano Novo chegar, comemore-o todos os dias, com esse mesmo espírito de esperança e fé.
Dê o melhor de você todos os dias, caia, levante; chore, sorria, mas não desista nunca.
Saiba que jamais estará sozinho para conquistar aquilo que deseja e aquilo que necessita aprender.

"... E eis que Eu estarei convosco até o final dos dias" Jesus 

*Agradeço à Deus tudo o que tenho e tudo o que sou.
*Agradeço também pelos amigos que passaram,os que estão na minha vida e os que chegarão em 2010 ! 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal com Jesus


O crepúsculo surge no horizonte
Desiluminando o céu, trazendo a noite
Despontando no infinito, estrelas mil
Dentre elas a mais clara, ele seguiu,
Não era rei, muito menos mago,
Também não trouxe nenhum presente,
Vinha só, a passos curtos, cabelo ao vento
Ansioso, há muito aguardava o momento
Seu coração estava opresso,
Já não via saída, sua fé esvaia-se
Não sabia rezar, ninguém o ensinou
Deixou-se se levar, chorou, chorou;
Seus joelhos circunflexos ele arqueou
Suas mãos em forma de oração ele juntou
Seus olhos se ligaram ao dele
Era de pedra, mas não tinha dúvida, era Ele;
Sentiu a energia irradiar, seu coração acalmar,
Fez seu pedido mais intimo, precisava crer,
Era necessário toda sua fé, todo seu amor
Crer no Nazareno, espantar esta dor,
Seu pequeno rebento, esta enfermo, muito mal
Deixando-se levar naquela noite de Natal,
Não titubeou, com os olhos da alma, já enxergava a luz
Com toda sua vida depositada nas mãos do Mestre Jesus.

                                                                      Inibmort

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Ele estará conosco, todos os dias de nossas vidas
E nós? Lembramos dele somente nos momentos difíceis ou no Natal...
Neste dia de Natal, faça a Felicidade na vida de alguém..

Vamos fazer Jesus renascer no coração dos homens através da fraternidade e solidariedade..
Vamos trazer a esperança aos que sofrem, aos abandonados, aos doentes e aflitos
Vamos dar um abraço apertado, oferecer o perdão e compreender nossos inimigos..
Deixar de lado as desilusões, as decepções e incompreensões..
Acreditar na vida, em um mundo melhor e uma humanidade mais Feliz..

Vamos abrir a porta de casa para Jesus entrar, e não deixar nunca mais Ele se ausentar!

Muito obrigada por todas as visitas que recebi
Desejo à todos, um Feliz Natal , com muita Alegria, Paz, Saúde e Amor
E Jesus no leme de sua vida...

Com carinho
Magali


sábado, 12 de dezembro de 2009

A Paz no mundo começa em mim



















“Para tornar-se verdadeira força, a não-violência deve nascer do espírito”. Gandhi

Ontem assistimos pela TV a entrega do esperado prêmio Nobel da Paz em Oslo, entregue ao Presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Seu discurso foi contundente e muito duro.

Repetiu algumas colocações feitas anteriormente por outros Presidentes, relacionadas à segurança do País e a necessidade da guerra para manter a Paz em algumas situações. Cobrou do restante dos Países atitude em relação a segurança no mundo.

Com certeza todos esperávamos um discurso bem diferente, principalmente em se tratando do prêmio que ele estava recebendo, parece até que em alguns instantes esqueceu  aonde estava, e não honrou o nome daqueles que passaram por lá em nome da PAZ.

Falou muito em guerra e justificou cada palavra, dizendo ao mundo que está pronto para proteger o seu País sempre que houver necessidade.

Aprendemos com Gandhi e com grandes homens que a Paz pode ser conquistada pela "não violência" ( AHIMSA) , mesmo porque  nessas guerras justificadas pelo poder político e pelos interesses financeiros, muitos inocentes perdem a vida...

Segue alguns trechos do discurso:

LUGAR NA HISTÓRIA

"Comparado a alguns gigantes da história que receberam este prêmio... minhas realizações são mínimas"

SOBRE O SEU PRÊMIO
"A questão mais profunda acerca de minha aceitação deste prêmio é o fato de eu ser o comandante-em-chefe de uma nação em meio a duas guerras"


EUA EM GUERRA
"Estamos em guerra, e sou responsável pelo envio de milhares de jovens americanos à batalha numa terra distante. Alguns vão matar. Alguns serão mortos. E vim aqui com o senso aguçado do custo de um conflito armado... tomado de difíceis questionamentos sobre a relação entre guerra e paz, e nosso esforço para substituir uma pela outra"


OS HORRORES DA GUERRA
"A coragem e o sacrifício do soldado são cheios de glória, expressando devoção ao país, à causa e aos companheiros de armas. Mas a guerra em si nunca é gloriosa. E nós jamais devemos exaltá-la dessa forma"

O USO DA FORÇA
"Haverá vezes em que as nações - agindo individualmente ou em consenso - acharão o uso da força não apenas necessário, como moralmente justificável... como comandante-em-chefe jurei proteger e defender minha nação, e não posso ser guiado apenas por esses exemplos. Eu encaro o mundo como ele é, e não posso ficar imóvel ante as ameaças ao povo americano"


MANDATOS MILITARES
"Eu acredito que a força possa ser justificada em termos humanitários, como foi nos Balcãs ou em outros lugares arrasados pela guerra. A falta de ação aflige nossa consciência e uma intervenção tardia pode ser mais onerosa. É por isso que todas as nações responsáveis devem aceitar que o papel de militares com um claro mandato pode ser decisivo para manter a paz"

O PREÇO DA PAZ
"Eu entendo por que a guerra não é popular. Mas também sei de uma coisa: a crença de que a paz desejável é raramente alcançada. A paz requer responsabilidade. A paz implica sacrifício. É por isso que a Otan continua a ser indispensável. É por isso que devemos fortalecer as Nações Unidas e as forças de paz regionais, e não deixar a tarefa para alguns poucos países"


GUERRA E RELIGIÃO
"Uma visão distorcida da religião não é apenas incompatível com o conceito da paz, como também com a fé. De acordo com a regra que está no cerne de toda grande religião, devemos agir em relação ao outro como desejamos que ajam em relação a nós"

MULTILATERALISMO
"O compromisso dos Estados Unidos com a segurança global nunca esmaecerá. Mas num mundo no qual as ameaças são mais difusas e as missões mais complexas, os Estados Unidos não podem agir sozinhos"


ARMAS NUCLEARES
"Tenho o compromisso de manter esse tratado. É uma peça chave da minha política externa. Estou trabalhando com o presidente Dimitri Medvedev para diminuir o estoque de armas americanas e russa"

TORTURA
"Nós nos perdemos quando comprometemos os ideais que lutamos para defender. E nós honramos esses ideais conservando-os não apenas quando é fácil, mas quando é difícil"

OPRESSÃO
"Quando há genocídio em Darfur; estupros sistemáticos no Congo; ou repressão em Myanmar %u2014 deve haver consequências. E quanto mais unidos estivermos, menos ficaremos fragilizados ante a escolha entre a intervenção armada e a cumplicidade com a opressão"


CLIMA
"O mundo deve se unir para confrontar as mudanças climáticas. Há pouca controvérsia científica sobre o fato de que, se nada fizermos, enfrentaremos mais seca, mais fome e deslocamentos em massa que gerarão mais conflitos por décadas.

"Se a Paz no mundo começa em mim" , cada um pode e deve contribuir com a sua parte.

A Paz que desejamos deve fazer parte da nossa vida, do nosso dia a dia, deve estar no coração, nos sentimentos, nas atitudes.


Pacificar o coração para pacificar a vida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pessoas Especiais





No ano de 1982, a Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, criou um programa que visa atender as necessidades das pessoas com qualquer tipo de deficiência física, o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência.
Dez anos depois, no dia 14 de outubro, a Assembleia instituiu o dia 03 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico, para que pudessem conscientizar, comprometer e fazer com que programas de ação conseguissem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo.
Com o passar dos anos, a deficiência passou a ser vista como uma necessidade especial, pois as pessoas precisam de tratamentos diferenciados e especiais para viver com dignidade. Sabemos que isso não acontece, pois o mundo não é adaptado para essas pessoas, que sofrem muito em seu dia a dia. São pessoas especiais, não somente por suas necessidades, mas na verdadeira acepção da palavra. 
Conseguem perceber a vida e as oportunidades de forma muito diferente daqueles considerados saudáveis. Superam as próprias dificuldades, sejam físicas ou mentais, e permanecem na sociedade lutando por seus espaços e dando exemplos de cidadãos conscientes e participativos, muitas vezes engajados em tarefas que nos enchem de orgulho e vontade de viver cada dia mais, sem reclamar do que temos ou somos.
É o caso dos jogos paraolímpicos, quatro anos após as olimpíadas,  com provas restritas a atletas com deficiências físicas, mentais ou sensoriais. Inclui atletas com deficiências de mobilidade, amputaçõescegueira e paralisia cerebral e deficientes mentais.
Participam em nome do País, muitas vezes sem patrocínio e nenhum apoio da mídia e dos governos, mas são motivo de muito orgulho para todos nós. Com amor, conquistam as  medalhas que representam muito mais, o valor que elas oferecem.
Conquistam a vitória que oferece à eles "asas da liberdade" para voar rumo a independência e a autonomia, construindo valores essenciais aos seres humanos e mostrando para essa Sociedade que anda de muletas, e está cega, que não existe o impossível para aquele que faz o possível.
Precisamos aprender a sermos pessoas  "especiais"!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Universos paralelos e a existência de Deus


O que um multiverso nos diria sobre Deus?
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Muita gente já parou para perguntar se não estamos sozinhos no espaço. Mas recentemente uma outra pergunta, ainda mais ampla, ganha algum terreno entre cientistas: e se o nosso universo não for o único? A ideia de um multiverso faz cientistas quebrarem a cabeça, e por causa dela teólogos também começaram a pensar nas consequências da possível existência de universos paralelos.
A ciência
O astrofísico Laerte Sodré Junior, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, adianta que qualquer hipótese científica de multiverso não passa de especulação, considerando as teorias e a tecnologia que temos atualmente. "Esse ano estamos comemorando Galileu, que foi um dos precursores do método científico, mas o problema da hipótese do multiverso é justamente o fato de ela não poder ser comprovada por este método", afirma. Uma das principais bases para as hipóteses de multiverso é a chamada "teoria das cordas". Hoje nós temos a mecânica quântica, muito bem-sucedida em relação ao mundo subatômico; e a Teoria da Relatividade Geral, que explica o mundo que vemos e as realidades ainda maiores. O problema é que elas são inconsistentes entre si. A teoria das cordas é uma tentativa de criar uma teoria quântica da gravitação que funcione tanto no micro quanto no macro", diz o cientista.
E uma consequência da teoria das cordas, explica Sodré, é que passaríamos a ter não apenas as quatro dimensões que conhecemos hoje (altura, largura, profundidade e tempo), mas dezenas de outras dimensões – de 10 a 26, dependendo do ramo da teoria. O universo que conhecemos é formado pelas quatro dimensões "clássicas" (as outras não existiriam, ou seriam tão "pequenas" que não seriam detectadas), mas nada impediria que outros universos apresentassem outras configurações dimensionais.  O problema com tudo isso, lembra o astrofísico, é que até agora não existe nenhuma evidência que comprove nem a teoria das cordas, nem o multiverso. "Dentro da comunidade científica não há consenso. Há cabeças muito brilhantes trabalhando nesta teoria, mas outros a rejeitam. Algumas experiências no LHC podem trazer evidências favoráveis à teoria, embora esse não seja o principal objetivo do colisor", explica Sodré.


A religião
Benett /



Para o padre Celso Nogueira, especialista em ciência e religião, ainda é muito cedo para pensar em implicações teológicas de uma teoria que não tem nenhuma evidência a seu favor. "Assim como está por demonstrar que o modelo das cordas finalmente vai ser a teoria de síntese entre Relatividade e Física Quântica, menos legítimo ainda me parece tomar o número de possíveis 'dimensões' presentes nas diversas teorias de cordas e extrapolar falando de um igual número de universos. Diante disso, não me parece que haja algum obstáculo teológico à existência de outros universos. O importante é que isso não afetaria as verdades da nossa fé, que sempre dizem respeito a nós, homens. Só aumentaria o entendimento do que concretamente constitui a criação", conclui o sacerdote. Mas, se nosso universo deixa de ser o único para ser apenas um, dentro de um cenário de gazilhões de outros universos, é muito mais plausível que o nosso universo seja o que é por mero acaso.Havendo vida inteligente no multiverso, como se aplicam as doutrinas relativas ao pecado original e à redenção de Cristo? Essa pergunta já foi feita, pelo L'Osservatore Romano, ao padre José Funes, diretor do Observatório Vaticano. Depois que o padre fala da possibilidade de ETs tão ou mais evoluídos que nós, o repórter continua:
Isso não poderia ser um problema para nossa fé?

Acredito que não. Assim como existe uma série de criaturas na Terra, poderia haver outros seres, também inteligentes, criados por Deus. Isso não contrasta com nossa fé porque não podemos colocar limites na liberdade criadora de Deus. Para dizer como são Francisco, se consideramos as criaturas terrenas como "irmão" e "irmã", por que não poderíamos falar de "irmão extraterrestre"? Ele também seria parte da criação.
E quanto à redenção?

Nós usamos a imagem evangélica da ovelha perdida. O pastor deixa as 99 no aprisco para procurar aquela que se perdeu. Pode ser que no universo haja 100 ovelhas, correspondentes a diversas formas de criaturas, e nós, a raça humana, poderíamos ser exatamente aquela que se extraviou, pecadores que precisam de um pastor. Deus se tornou homem em Jesus para nos salvar. Assim, caso existam outros seres inteligentes, talvez eles não tenham a necessidade de redenção, podem ter permanecido na amizade plena com o Criador.
Benett /

As afirmações do padre Funes refletem, claro, sua opinião pessoal, até porque duvido que o Vaticano tenha pronunciamento oficial sobre o assunto. A entrevista não fala de multiverso, mas me parece que esse tipo de questão teológica independe de a vida extraterrestre estar neste ou em outro universo. O padre Celso finaliza dizendo que o mesmo raciocínio feito por ele em relação ao impacto do multiverso serviria também para a vida extraterrestre inteligente. ( retirado de um texto do Blog Tubo de ensaio ,sobre o tema " O ano da astronomia)
E então? Vocês consideram a hipótese de multiverso plausível ou apenas excesso de imaginação? Que outros dilemas teológicos seriam criados pela existência de vários universos? 


A Doutrina Espírita revive os ensinamentos de Jesus que já pregava: " Há muitas moradas na Casa de meu Pai". Não precisamos de nenhuma teologia para libertar ou aceitar a vida fora da Terra .


Acredito que antes disso, precisamos de todo conhecimento religioso para elevar o grau de moralidade do Ser Humano, cuidar das ovelhas que estão aqui na Terra, preservando a vida no Planeta.


Essa sim, corre sério risco de desaparecer se não nos mobilizarmos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da consciência- somos todos irmãos


Zumbi dos Palmares

e o Dia Nacional da Consciência Negra


Em 1655, um recém-nascido foi um dos poucos sobreviventes de um ataque a um vilarejo no Quilombo dos Palmares. O bebê foi levado e dado a um padre, Antônio Melo. Padre Antônio batizou a criança como Francisco. Francisco aprendeu português, latim e religião.
Numa noite de 1670, aos 15 anos, Francisco fugiu para o quilombo modificando o seu nome para Zumbi, que no dialeto quer dizer "Senhor da Guerra". Passado algum tempo, Zumbi foi eleito chefe de uma aldeia e, com muita raça e pulso firme, logo se tornou comandante geral do exército de Palmares.
Transformou Macaco, sede de Palmares, numa grande fortaleza. Por dezesseis anos venceu os ataques à sua terra. Nas senzalas, acreditava-se que Zumbi era imortal. Porém a batalha final estava próxima e em 20 de novembro de 1695, um ano depois da derrota de Palmares, Zumbi morreu em uma emboscada. Traído por um amigo, teve a sua cabeça degolada e exposta na praça pública de Recife, para mostrar aos negros que não era imortal, e aos brancos, o quanto este lhe eram superiores. Zumbi morreu, mas seus ideais perduram no coração da raça negra.
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como tambpem sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.

Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Muitos de nós têm uma pergunta parada na garganta que não quer calar:
Será que esse tipo de comemoração nos nos afasta cada vez mais uns dos outros?
Não cria uma sensação de superioridade de uma raça sobre a outra?
Já sofremos tanto com o período vergonhoso da escravidão no País, e agora o Governo quer reparar o passado, oferecendo uma política vergonhosa , que facilita a entrada dos negros na faculdade, ou UM dia de "consciência" , sem que ofereça aquilo que lhe é de direito?  
Não seria melhor trabalhar a educação e todos os direitos de forma igual e justa?
Vivemos em uma era onde as famílias estão cada vez mais multiraciais, rompendo com a idéia de uma formação familiar tradicional, onde os valores culturais são agregados e produzem o nascimento de uma Sociedade mais justa e fraterna, nos aproximando nos quatro cantos do Mundo pelo coração.
Lembrando mais uma vez de Jesus, que rompendo com essas diferenças, há mais de 2000 anos,  disse que somos irmaõs, filhos do mesmo Pai , independente de cor,raça,religião, somos espíritos e neles não há diferenças, a não ser a grande capacidade de Amar uns aos outros...



   




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão - não apague a Vossa Luz!

















O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso no lançamento do plano de ação para prevenção e controle do desmatamento da Amazônia legal , para defender o governo do apagão de terça à noite, sem citar fazer qualquer referência ao que chamou no dia anterior de incidente. "Nós não controlamos as intempéries", afirmou o presidente em discurso de improviso.

"Eu já disse várias vezes: Freud dizia que tem algumas coisas que a humanidade não controlaria. Uma delas era as intempéries", declarou ele, acrescentando que "dá um terremoto, o Japão faz casa de borracha, faz casa de papel, aqui no Brasil faz piscinão, piscininha". E completou: "a gente não sabe o tamanho do vento, o tamanho da chuva. Sabe que, quando vem, tudo que a gente bolou, escafedeu-se. " ( Fonte: O Estadão -12/11/09)

Quem não se sentiu perdido no dia do "apagão"?? Somente os que estavam dormindo, não se preocuparam...

Primeiro achamos que o "pisca pisca" era em casa, depois descobrimos que também o vizinho estava sem luz, depois o bairro, nossos parentes e amigos de outros bairros, cidades e de alguns Estados.

Em casa, cada um parou o que estava fazendo, bem como nas ruas e no trânsito. Quem tinha um rádio de pilha, veículo de comunicação que funcionou muito bem, conseguiu saber o que ocorria.Os celulares falharam, a internet também e tudo aquilo que depende da tão concorrida "energia elétrica".

O Governo, como afirma a reportagem acima, está atônito e preocupado com o efeito disso na Política e na imagem pública. A sociedade aproveita para "cobrar" os seus direitos.

Cada um, segundo seus interesses, procuram desvendar ou livrar-se da repercussão desse fato. Poucos pararam para analisar o nível de dependência que a Sociedade  está em relação a energia e tudo o que ela é capaz de nos oferecer. Hoje é certamente impossível viver sem ela...

Vamos retroceder em nossos hábitos ou avançar?

Com certeza a maioria irá optar pelo avanço, por alternativas no sistema de distribuição de energia nas grandes cidades. Mas até que ponto estamos preparados para contornar situações críticas como essa? Os investimentos são suficientes? Existe uma infra-estrutura para essas mudanças? Elas serão à médio ou longo prazo?

Infelizmente, vimos que  4 horas de "apagão" foram suficientes, para provocar estragos que podem durar uma semana inteira. Sem contar os prejuízos públicos e privados, a sensação de vulnerabilidade na segurança pública,os acidentes de trânsito, a falta de água, a deficiência em atendimentos essenciais, como Hospitais, os problemas de comunicação nos principais serviços públicos e na área de telecomunicação, antes e depois do evento. E com tudo isso, não temos ainda, as informações corretas em relação ao fato.

Seja o que for, temos material farto de reflexão.

O que fizemos em casa nas quatro horas de escuridão completa?
Conseguimos conviver um pouquinho, saindo dos espaços e das atividades individualizadas que criamos, e que nos separam do convívio uns com os outros?

Percebemos finalmente que estamos "interligados",  aquilo que ocorre com uns , pode interferir diretamente no convívio com os outros?

Que é de nossa total responsabilidade, o consumo de energia, da água e dos alimentos  de forma racional e responsável?

Que diante de situações adversas, precisamos manter a calma e estar prontos para  o auxilio do outro em caso de necessidade?

Que não temos o controle de tudo o tempo todo,  e que de repente, podemos perder algo que é fundamental em nossas vidas?

São apenas reflexões, ou  um convite à mudança, depende de você. 

Temos o direito de continuar vivendo sem preocupações, sem responsabilidade com o meio ambiente , aproveitando a vida individualmente, nos ocupando das coisas materiais e do excesso de consumo, despreocupados e despreparados para os momentos de maior necessidade, longe da convivência e dos amigos e mais perto da tecnologia e do mundo virtual. 

A fatalidade, os cataclismas, a morte ou uma doença terminal, a perda (em todos os sentidos) demostram, o quanto é frágil a vida Humana. Que a importância que damos as coisas materiais, desaparecem em instantes, no escuro da ignorância, não embarcam conosco para a outra vida. O nosso despertar,costuma ocorrer, nos momentos mais difíceis.

Somente as claridades do conhecimento espiritual, revelam os valores essenciais e a compreensão do que estamos,verdadeiramente, fazendo por aqui.

Enquanto ainda não perceber , a Luz íntima a desabrochar, como um farol a iluminar outros corações, guie-se pelo Farol que jamais deixará de iluminar a vida daqueles que O procuram: 


"Eu Sou a luz do mundo: quem Me segue, de modo algum andará nas trevas, mas terá a luz da vida". Jesus (Jo.8:12-20)


Muita Paz!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O luto e a vida




O dia de Finados surgiu no século V, quando a Igreja Católica decidiu criar um dia em homenagem aos mortos. Após algum tempo, foi determinado uma data para ser celebrado este dia, que foi o dia 2 de novembro. Neste dia as pessoas prestam uma homenagem a seus parentes e amigos queridos, indo até os cemitérios levar flores e acender velas nos túmulos.(crença do Catolicismo)


É muito difícil aceitar a morte de um ente querido, mas quando conhecemos o Espiritismo, sentimos um refrigério na alma ao saber que a morte não existe, que é somente uma passagem para o espírito, fica a saudade e a certeza de que a vida continua, que os laços de afeto não se rompem em uma única existência.


No início, todos os dias é dia de recordar, de reviver, "trazer a vida"a presença querida, ao menos em lembranças, através dos pensamentos e sentimentos.


Com o passar do tempo, as lembranças ficam menos frequentes, a saudade não gera mais sofrimento e desespero, a dor é amenizada .


Mas nessa data, não há quem não recorde de alguém querido que já partiu. Se ainda estiverem desencarnados como dizem os espíritas ( sem o corpo de carne)  ou no mundo espiritual (morada do espírito) , podemos ter um breve encontro nesse dia, nossas vibrações e pensamentos chegam até eles e vice-versa.  


São dois mundos  que mantêm um contato frequente, não somente nesse dia,mas não nos apercebemos disso, e uma parcela da humanidade, ainda acredita que a vida acaba no túmulo e que os espíritos não podem se comunicar.


Mas falando em "morte" o que é verdadeiramente morrer? É ir para o túmulo com um atestado de óbito? Ou será que os mortos estão mais vivos que alguns vivos?

Aproveite a vida dos "vivos" enquanto ainda está por aqui, porque depois que você partir , cabe a você , enterrar  tudo aquilo que não te serviu, refletindo nesse breve instante, como foi realmente a sua vida .


Seus entes queridos não poderão resolver  aquilo que você deixou de fazer, seus erros e acertos, suas conquistas e fracassos, suas mágoas e dores, suas alegrias e tristezas,seus sonhos e desilusões.


As coisas materiais , você não levará, talvez até fiquem com ele, mas os valores espirituais adquiridos , a retidão de caráter  e o bem que você foi capaz de realizar, acompanharão você aonde for, pois fizeram parte da contrução moral do seu espírito.

Existe uma passagem do Evangelho que Jesus diz a um filho que quer enterra o seu Pai, para deixar os mortos enterrarem os seus mortos. Qual o seu significado?  

Deixo a resposta com um excelente texto de Cairbar Schutel (22/09/1868 - 30/01/1938), " As duas mortes" , militante da cidade de Matão/SP, conhecido como o "Bandeirante do Espiritismo".

AS DUAS MORTES


"Vendo Jesus uma multidão em redor de si, mandou passar para a outra margem do lago. E chegou um escriba e disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm seus covis, e as aves do céu seus pousos, mas o Filho do Homem não têm onde reclinar a cabeça.


"E um outro discípulo disse-lhe: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. Porém, Jesus respondeu-lhe: Segue-me, e deixa que os mortos enterrem seus mortos".(Mateus, VIII, 18-22. )

Existem duas vidas, devem conseqüentemente existir duas mortes: a morte concreta e a morte abstrata.


Quando o homem morre, os membros se lhe enrijecem, seu calor desaparece, suas células se multiplicam e se avolumam; a putrefação anuncia a desagregação molecular e a personalidade desfigurada desaparece nas voragens do túmulo.


Quando a alma morre, é o censo moral que se enrijece; e o frio da descrença caracteriza o cadáver; são as más paixões que denunciam a decomposição do indivíduo e ei-lo, sepulcro ambulante, em trânsito pelas necrópoles dos vícios, ostentando suntuoso mausoléu!


Há alma morta em corpo vivo, porque assim como o corpo sem alma é morto, o Espírito sem a fé que vivifica e felicita é um ser inerte como um cadáver.


O corpo morto tem olhos e não vê, tem ouvidos e não ouve, tem boca e não fala, tem cérebro e não raciocina, tem braços e não se move, tem pernas e não anda, tem nariz e não cheira; o tato desaparece e até o coração, o fígado, o estômago, os intestinos, que produzem trabalho mecânico, jazem quedos, inertes, glaciais. A alma, quando morta, também perde a sensação e a percepção: não pensa, não sente a vida, não percebe a moral; nenhum som, nenhuma cor, nenhum perfume, nenhum ato generoso, nenhuma ação divina consegue despertar esse "Lázaro" encerrado em sepulcro de carne!


Como é terrível a morte da alma!

Mais estranha e penosa coisa é a morte da alma que a morte do corpo.A morte do corpo é a libertação do Espírito; a morte da alma é a sua escravidão ao serviço da carne. Há morte do corpo e há morte da alma.

Glorioso é o dia da morte do corpo para os Espíritos que vivem; terrível é o dia da morte do corpo para os Espíritos mortos.

Entretanto para uns, como para outros, há ressurreição; aqueles ressurgem para a glória e estes para a condenação; daí a proposição de ficarem os mortos incumbidos do enterro dos seus mortos!

Existem duas mortes: a morte concreta que destrói a personalidade (o corpo - a figura aparente do Eu); e a morte abstrata, que adormece, desfigura, deprime a individualidade, o ser que prevalece na vida eterna.

A morte do corpo, para a alma morta, é o arrebatamento do indivíduo que fica forçado a alhear-se de todos os bens da Terra, de todos os gozos mundanos e até dos seres que o cercavam na vida do mundo.

A morte da alma é a abstração de tudo o que interessa à vida imortal, é a ausência de todos os bens incorruptíveis, é o desconhecimento da divindade, é a pobreza dos sentimentos nobres, do caráter, da virtude.

Existem duas vidas, existem duas mortes; existem duas estradas, duas portas; existem dois senhores, sigamos o Senhor do Céu e deixemos que os mortos enterrem os seus mortos!

Cairbar Schutel - Parábolas e Ensinamentos de Jesus
(Ed.O Clarim-11ª Edição -  Matão - SP-1979 )

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Marcha mundial pela Paz























UMA PROPOSTA HUMANISTA



A Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência foi lançada durante o Simpósio do Centro Mundial de Estudos Humanistas no Parque de Estudo e Reflexão Punta de Vacas (Argentina), em 15 de novembro de 2008.

Esta Marcha pretende criar consciência frente à perigosa situação mundial que atravessamos, marcada pela grande probabilidade de conflito nuclear, pelo armamentismo e pela violenta ocupação militar de territórios.


Esta é uma proposta de mobilização social sem precedentes, impulsionada pelo Movimento Humanista através de um de seus organismos, "o Mundo sem Guerras".

A Marcha Mundial já suscitou a adesão de milhares de pessoas, agrupações pacifistas e não-violentas, diversas instituições, personalidades do mundo da ciência, da cultura e da política, sensíveis à urgência do momento.

Urge criar consciência da Paz e do desarmamento. Mas é necessário também despertar a consciência da Não-violência que nos permita rejeitar não somente a violência física, mas também toda forma de violência (econômica, racial, psicológica, religiosa, sexual, etc.). Esta nova sensibilidade pode se instalar e comover as estruturas sociais, abrindo caminho para a futura Nação Humana Universal.


Reivindicamos nosso direito de viver em paz e liberdade. Não se vive em liberdade quando se vive ameaçado.


A Marcha Mundial é um chamado para que todas as pessoas unam seus esforços e tomem em suas mãos a responsabilidade de mudar nosso mundo, superando sua violência pessoal.

 A marcha já está inspirando diversas iniciativas e atividades que deverão se multiplicar nos próximos meses. Uma delas será a marcha simbólica de uma equipe multicultural que percorrerá os seis continentes.

Começou em 2 de outubro (Dia Internacional da Não-violência) em Wellington, Nova Zelândia, e culminará em 2 de janeiro de 2010 ao pés do Monte Aconcagua, em Punta de Vacas, Argentina.


Durante todo esse tempo, em centenas de cidades serão realizadas marchas, festivais, fóruns, conferências e outros eventos para criar consciência da urgência da paz e da não-violência. No mundo todo, campanhas de adesão à Marcha multiplicarão esse sinal para além do que é agora imaginável.

Pela primeira vez na história, um evento dessa magnitude se põe em marcha por iniciativa das pessoas e a verdadeira força desta Marcha nasce do simples ato de quem, por consciência, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.

No Brasil 

A equipe principal da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência estará no Brasil a partir de 16 de dezembro de 2009 e passará pelos seguintes pontos:

Recife/PE: 16 de dezembro;

Salvador/BA: 17 de dezembro;

Rio de Janeiro/RJ: 18 e 19 de dezembro;

Parque Caucaia/SP: 20 de dezembro;

São Paulo/SP: 20 e 21 de dezembro;

Em São Paulo a EB se dividirá em duas, para posteriormente reunir-se em Buenos Aires.Uma parte fará o trajeto de Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires e os outros São Paulo, Foz de Iguaçu, Assunção, Paraguai, Resistencia, Rosario, Buenos Aires.

22 de dezembro –Curitiba/PR

23 de dezembro – Foz do Iguaçu/RS

24 de dezembro- Florianópolis/SC

25 de dezembro- Porto Alegre/RS

26 de dezembro- Canoas/RS

Noticia retirada do site: http://marchamundial.org.br/

Aproveite a oportunidade e contribua com um Mundo de Paz!!

Anote as datas da caminhada em sua agenda, coloque seu melhor tênis e vá até as ruas  "caminhar pela paz" , em memória de todos aqueles , que já deram as suas vidas por ela.  

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O esforço do Prêmio Nobel


















Recentemente o comitê Nobel para a Paz ,do parlamento norueguês, foi concedido ao Presidente Barack Obama, pelos “esforços  extraordinários” que está fazendo, para reforçar a diplomacia mundial. Hoje ele é aclamado pelo mundo, como o homem que busca a Paz e a conciliação entre os povos.


O caráter consagrativo de um prêmio dessa envergadura,deixou muita gente perplexa e em dúvida a respeito do mérito de Obama.Diante do espanto de todos -inclusive do premiado- o mundo questiona:
O que ele fez de concreto para merecer o prêmio? Não é muito cedo para se chegar a conclusões de como será o seu mandato como Presidente da República? E se ele não conseguir promover a Paz? 


Com certeza um dos motivos que estimularam a escolha, foi o clima de expectativa e confiança, criados em torno da sua pessoa- carismático e determinado- em poucos meses já demonstrou o poder de conciliação do  seu Governo.


Humilde, interpretou este Prêmio, não como a recompensa por atos concretos em prol da paz, mas como um incentivo e uma “chamada à ação”.


Sua resposta, levou-me a comparação com uma pergunta ,formulada por Allan Kardec, no Livro dos Espíritos , que remete a essa situação. A pergunta é como reconhecemos um verdadeiro espírita? Os espíritos respondem que ele é reconhecido pelo “esforço” que faz para combater suas más inclinações.


Ora, se os espíritos não nos condenam e não esperam de nós a perfeição, valorizando o esforço de cada um, é claro que a “vontade” e a “ação” podem mudar o cenário tanto a nível individual como coletivo.


Nossa cultura é imediatista e baseada na crença materialista.Não estamos acostumados a valorizar “esforços” e sim “conquistas”. Queremos tudo pronto, às vezes, não percebemos que temos que trilhar um longo caminho para alcançar um objetivo, e com  incentivos, conseguimos mais rápido.
Se os exemplos de esforços, começarem de um Líder de uma Nação como os EUA, as conquistas, refletirão em todo o Mundo.


Segundo algumas redes de notícia, Obama é totalmente o oposto de George W. Bush, último presidente americano- com o maior índice de rejeição.
-Obama vê um mundo multipolar no qual Washington exerce grande influência, mas através da colaboração com outras potências democráticas.
-Obama opta pelo diálogo e a negociação.
-Obama pensa que o progresso dos Países mais pobres, é chave para garantir a liberdade, a segurança e a riqueza dos norte-americanos.
Obama assume que a luta contra a mudança climática e a promoção das energias renováveis é imprescindível para a sobrevivência da espécie humana.
-Obama também disse algo absolutamente novo em relação à América Latina: Washington já não considera essa zona como seu bananal no quintal de trás, deseja relações fraternas com suas populações e, para desgosto dos golpistas de Honduras, não consente que presidentes eleitos democraticamente sejam depostos à força.
-Obama estendeu a mão a regimes como Cuba e Irã, dando-lhes a oportunidade de evoluir pacificamente para uma situação de normalidade democrática e participação construtiva na comunidade internacional.
-Obama enfrenta as questões do Afeganistão com clareza, reconhecendo os erros do passado.


Em todo caso, Bush foi o lado escuro dos EUA para centenas de milhões de habitantes do planeta e Obama representa o lado luminoso. E foi isso o que o Instituto Nobel da Noruega quis premiar, a fim de reforçá-lo, enquanto ainda, no campo das idéias, fortalecendo e incentivando as suas ações.
Quem sabe, um convite e um apoio para que não desista.E perante a confiança do Mundo, aqueles que ainda resistem, acabem se entregando à verdadeira Paz.


Vamos torcer!!



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um dia para os animais

























Ontem dia 04/10, comemorou-se o dia Internacional dos animais e também o dia de São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos animais. De fato, é comum encontrar nas sedes das entidades de proteção animal imagens do santo italiano. Por sua relação de amor e respeito aos animais, a data serve também para comemorar o Dia Mundial dos Animais.Há alguns anos o Papa João Paulo II decretou São Francisco de Assis como o padroeiro da ecologia, pelo reconhecido amor a todas as criaturas.


A primeira classificação dos animais, como conhecemos hoje, se deu em 350 a.C., com Aristóteles. Este filósofo grego catalogou, na época, 500 espécies. Ele já considerava o golfinho, por exemplo, um bicho da terra, explicando que, ao contrário dos peixes, ele amamentava os seus filhotes. Hoje, os golfinhos já não servem de meio de transporte para deuses, mas ainda são considerados os mais inteligentes animais marinhos do planeta. Quase "os humanos do mar".(http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-709-3065-,00.html)

Mal podia imaginar o sábio Aristóteles que, num futuro distante, esses mesmos golfinhos estariam ameaçados de extinção, necessitando de projetos voltados para a proteção das espécies, a fim de evitar o pior, ou seja, o extermínio.


Em tempos remotos, a quantidade de animais e plantas no planeta era tanta, que o homem não chegava a representar qualquer tipo de ameaça às espécies existentes. Hoje em dia, no entanto, a situação é bem outra: somos mais de seis bilhões de pessoas no mundo, com práticas e atitudes que vêm diminuindo a população dos animais e também a das plantas e organismos vivos da terra.


O comércio ilegal de inúmeras espécies, além da destruição dos ecossistemas naturais, vêm a ser as duas grandes ameaças à sobrevivência da vida silvestre. No Brasil, são mais de 200 espécies da fauna e mais de 100 da flora que estão condenadas à extinção, caso nenhuma medida seja tomada a respeito com o intuito de protegê-las.


Entre os vegetais, o mogno é uma árvore sob ameaça de desaparecer, assim como a arara azul e o mico-leão-dourado são animais em vias de sumir do planeta. Mexer com a flora é também mexer com a fauna, desequilibrando a relação bicho-habitat.


"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".
Leonardo da Vinci (1452-1519)

Como vocês podem ver, há cinco séculos já havia a preocupação com os animais. Mas foi só em 1978 que os seus direitos foram registrados, quando a UNESCO aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Animal. O Dr. Georges Heuse, secretário geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta Declaração. Você confere a seguir o texto do documento, que foi assinado por vários países, inclusive o Brasil.

Declaração Universal dos Direitos do Animal

Art. 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Art. 2º - O homem, como a espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.

Art. 3º - Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Art. 4º - Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.

Art. 5º - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e de liberdade que forem próprias de sua espécie; Toda modificação deste ritmo ou destas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.

Art. 6º - Todo animal escolhido pelo homem como companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; Abandonar um animal é ação cruel e degradante.

Art. 7º - Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.

Art. 8º - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade; As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9º - Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.

Art. 10º - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art. 11º - Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.

Art. 12º - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Art. 13º - O animal morto deve ser tratado com respeito; As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.

Art. 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;

Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.
Fonte:
http://www.ibge.gov.br/

Ao analisar a relação homem-animal ao longo da história da humanidade, percebemos que muitos erros e atrocidades foram cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais. Com o desenvolvimento de estudos, análises e teorias sobre comportamento animal, o homem passou a modificar sua postura, pois percebeu que os animais também sofriam e sentiam medo, dor e angústia. Isso aconteceu graças ao trabalho dos cientistas e estudiosos do comportamento animal e dos defensores de animais - pessoas que, mesmo sem nenhuma formação acadêmica, lutam pelos direitos dos animais, tirando-os das ruas, protegendo-os, criando e cuidando de abrigos.

Ainda hoje vemos situações que não podem ser aceitas sem pelo menos o sentimento de forte indignação, abrigos superlotados com animais abandonados à própria sorte por seus donos, maus-tratos, envenenamentos, venda ilegal de animais silvestres, rodeios, touradas, farra do boi, ursos torturados na China, circos, feiras de animais sem controle sanitário, uso de animais em testes para cosméticos, projetos de lei que perpetuam os maus-tratos e uso em experiências científicas.

Por isso, vamos aproveitar a data para refletir por alguns instantes sobre tudo aquilo que devemos aos animais, sobre todos os erros cometidos até agora. Existe um caminho a ser seguido, que é o respeito a todas as formas de vida, tanto aos aspectos mais básicos, como abrigo e alimentação, quanto ao direito a afeto, liberdade e à vida.

Se possível vamos corrigir nossa alimentação, incluir o menos possível a carne vermelha ou branca, permitindo o direito à vida , desses seres que fazem parte da criação , e que  mantêm o equilíbrio e a vida em nosso Planeta.